Laboratório de protótipos

Uma página só para testar o que vale levar para a versão final.

Protótipo A

Dentro da afasia

Imagine ter pensamentos completos, mas as palavras simplesmente não saírem. Ou saírem, mas erradas. Esse continua sendo o ponto de entrada mais forte do conjunto.

O que quer dizer

O que sai

 pausa / bloqueio palavra  parafasia (palavra errada) palavra  buscando a palavra certa

Simulação simplificada para fins educativos. Cada pessoa tem um perfil único de afasia.

Protótipo G

O mesmo cérebro, dias diferentes

Depois de sentir a afasia, este protótipo mostra que dificuldade muda com energia, ruído, pressa e apoio. É um bom segundo passo porque tira a leitura fixa do quadro.

65%

Fatores do contexto

Demanda do momento

Pedir um café e combinar o pagamento.

Leitura do contexto

O que pode acontecer

Melhor adaptação agora

Protótipo E

Apoios que mudam a conversa

Aqui a narrativa vira prática: não é só sentir a perda, é ver como ambiente e estratégia transformam o desfecho da interação.

Cenário

Pensamento

Sem apoio

Com os apoios ativos

Ative os apoios

O que mais ajuda agora

Leitura do experimento

Protótipo H

Como você entraria nessa conversa?

Esse experimento é útil porque muda o foco para o interlocutor. Em vez de explicar só a afasia, ele testa o comportamento de quem está do outro lado.

Cena

A pessoa trava no meio da frase tentando pedir ajuda.

Você percebe esforço, pausa longa e frustração. Qual seria sua reação mais provável?

Leitura

Impacto provável

Ajuste sugerido

Protótipo J

Onde a comunicação pesa mais?

Esse formato ajuda a pensar em jornada real. Em vez de explicar afasia como conceito abstrato, ele mostra onde o dia aperta e onde apoios simples mudam o jogo.

Leitura da situação

Apoio mais útil

Protótipo F

Mitos que atrapalham a recuperação

Depois dos formatos mais experienciais, esta é a primeira peça mais editorial. Boa para clareza e confiança, mas menos singular que os blocos anteriores.

Mito 1

“A pessoa com afasia perdeu a inteligência.”

Mito 2

“Se a fala não voltou rápido, não vai voltar mais.”

Mito 3

“Falar pela pessoa ajuda.”

Mito 4

“Se a pessoa entende pouco, não vale tentar outras formas de comunicação.”

Protótipo B

Tipos de afasia

Um bloco mais explicativo. Funciona melhor depois da empatia inicial, quando a pessoa já entendeu por que essa diferenciação importa.

🗣

Afasia de Broca

Não-fluente · Expressiva

Produção verbalComprometida
CompreensãoPreservada
FluênciaComprometida

"Eu… [pausa]… água… copo…"

Fala telegráfica, muito esforçada

💬

Afasia de Wernicke

Fluente · Receptiva

Produção verbalFluente
CompreensãoComprometida
Monitoramento do erroReduzido

"Eu danço um livro de janela."

Fala fluente, mas com palavras inadequadas

🔍

Afasia de Anomia

Busca lexical · Nomeação

Produção verbalRelativamente preservada
CompreensãoBoa
NomeaçãoComprometida

"Eu quero aquela coisa… de beber…"

Contorna a palavra com descrição

Afasia Global

Grave · Todas as modalidades

Produção verbalMuito comprometida
CompreensãoMuito comprometida
Comunicação funcionalPossível com apoio

"… não …"

Saída verbal muito limitada

Protótipo C

A jornada da afasia

Bom para organizar a narrativa clínica, mas entra melhor depois que a pessoa já se conectou com os formatos mais interativos.

Fase 1

O evento

AVC, traumatismo cranioencefálico, tumor cerebral. Em minutos ou horas, tudo muda. A lesão aconteceu e com ela, a linguagem.

💭

Fase 2

As palavras somem

A pessoa está acordada, pensando, mas as palavras não vêm ou vêm erradas. O pensamento está intacto. A linguagem, não.

🏥

Fase 3

O diagnóstico

A equipe médica nomeia o que aconteceu: afasia. Começa o processo de entender o tipo, a extensão e o que pode ser recuperado.

🔍

Fase 4

Avaliação fonoaudiológica

Mapeamento detalhado do que está preservado e do que foi afetado. É a base de um plano terapêutico individualizado.

🗣

Fase 5

A terapia

Sessões regulares com metas concretas. Uma palavra de volta. Uma frase. Um nome. Cada conquista, por menor que pareça, importa.

🌱

Fase 6

Novos caminhos

A linguagem pode não voltar completamente, mas novas formas de comunicar se abrem. Gestos, imagens, tecnologia, estratégias. Comunicar vai além das palavras.

Protótipo D

Histórias reais

Perfis fictícios baseados em trajetórias reais de reabilitação.

M

Maria, 58 anos

Afasia de Broca

AVC isquêmico. Iniciou terapia 15 dias após o evento. Aos 3 meses, primeiras frases curtas. Hoje, 8 meses depois, consegue conversar sobre o cotidiano com a família.

Comunicação no início15%
Após 8 meses de terapia65%

"Aos poucos, as palavras foram voltando."

R

Ricardo, 47 anos

Afasia de Anomia

TCE após acidente. Fala fluente, mas travar em substantivos causava grande frustração. Com terapia, aprendeu estratégias para contornar os bloqueios e retomou o trabalho em 5 meses.

Comunicação no início52%
Após 5 meses de terapia88%

"Sabia o que queria dizer. Precisava de ajuda para chegar lá."

S

Sônia, 71 anos

Afasia Global

Tumor cerebral operado. Iniciou com afasia global, saída verbal mínima. Com 14 meses de terapia intensiva, evoluiu para afasia de Broca e consegue se comunicar com família e cuidadores.

Comunicação no início5%
Após 14 meses de terapia45%

"O progresso é possível. Tem seu tempo."

* Perfis fictícios criados para fins ilustrativos, baseados em trajetórias clínicas reais.

Protótipo I

A mesma ideia, em três profundidades

Esse bloco é útil para testar adaptação de linguagem por público, mas entra melhor como formato secundário, não como protagonista.

Escolha a profundidade

Tema

Por que a pessoa sabe o que quer dizer, mas não consegue falar?